Clima A época das chuvas abrange os meses de Abril - Junho e Outubro - Novembro. Não são de excluir temporais na costa. Meses mais frios: Julho e Agosto (22º-24º dia e 12º-15º noite, em Nairobi). O resto do ano beneficia de temperaturas médias de 28º-30º. Línguas Inglês e Swahili (para além da língua falada por cada etnia). Moeda local / Sistema Bancário Moeda local: Xelim do Quénia (equivalente a cerca de 0,01 Euros) Sistema bancário desenvolvido. As operações cambiais são realizadas pelos bancos, hotéis e FOREX EXCHANGE. Não é aconselhável o câmbio fora destas entidades. Os principais cartões de crédito são aceites. Regime de entrada e estada É exigido passaporte com pelo menos 3 meses de validade e visto de entrada. Os vistos para o Quénia podem ser requeridos nas representações diplomáticas do país (Consulado Britânico, no caso de Portugal) ou obtidos à chegada ao Aeroporto Internacional de Nairobi mediante o pagamento de €20, £20 ou $25. Poder-lhe-á ser solicitado um certificado de vacinação contra a febre-amarela, em particular se estiver a viajar desde outro país africano. A exportação de artefactos de marfim, peles e casca de tartaruga, entre outros, é expressamente proibida (consultar localmente o “Kenya Wildlife Service”). Condições de segurança Deficientes. Os principais riscos para quem visita o Quénia resultam dos elevados níveis de criminalidade e acidentes de trânsito. A elevada criminalidade leva a que seja desaconselhável andar pelas ruas das principais cidades à noite e a circulação em automóvel deve ser sempre feita com as portas e janelas fechadas. O viajante deve também evitar ficar sozinho em áreas isoladas ou ostentar jóias e equipamentos electrónicos de valor. Em caso de assalto ou “carjacking”, não ofereça resistência. É aconselhável fazer todas as deslocações em carros dos hotéis ou recomendados pelos hotéis. As viagens de longa distância entre aeroportos, hotéis e parques nacionais devem ser feitas preferencialmente por via aérea ou, em alternativa, em meios de transporte providenciados por agências de turismo conhecidas ou hotéis. Neste último caso, convém evitar viagens nocturnas. Embora seja possível utilizar táxis e meios de transporte público para viagens urbanas, o viajante deve sempre solicitar o aconselhamento do hotel onde estiver alojado sobre qual empresa de transportes escolher. Os “matatus” – pequenas carrinhas que funcionam informalmente como meio de transporte público – devem ser evitados. A rede viária é, em várias regiões, deficiente e a falta de iluminação e os hábitos locais de condução tornam a deslocação por estrada perigosa – as últimas estatísticas indicam que morrem cerca de 300 pessoas por mês nas estradas de todo o país. Não hesite em solicitar ao seu condutor que reduza a velocidade, caso se sinta inseguro. Em inícios de 2008, o Quénia viveu um período de forte instabilidade política, com a violência étnica após as eleições de Dezembro de 2007 a causar mais de um milhar de mortos e um elevado número de deslocados internos, sobretudo no Vale do Rift. Com o apoio de mediadores internacionais, os líderes políticos assinaram um acordo nacional que pôs fim à violência e criou o presente governo de “Grande Coligação”. Em Agosto de 2010 foi aprovada por referendo uma nova Constituição. Persiste ainda alguma tensão política e étnica, que poderá aumentar devido a eventuais reacções ao processo judicial em curso no Tribunal Penal Internacional contra 6 suspeitos de crimes contra a humanidade cometidos durante a violência pós-eleitoral de 2007/08. O viajante deve evitar qualquer manifestação política, bem como grandes aglomerados de pessoas, dado que não é incomum haver distúrbios entre manifestantes e polícia. Existem riscos de ataques terroristas no Quénia. Em 1998, a Embaixada dos EUA em Nairobi foi alvo de um ataque à bomba que causou 212 mortos. Em 2002, um atentado suicida num hotel em Mombaça causou 15 mortos e, no mesmo dia, um grupo terrorista tentou atingir um avião comercial. Em Dezembro de 2010, um autocarro de passageiros que se preparava para partir de Nairobi para Kampala, no Uganda, foi alvo de um atentado à bomba que causou 2 mortos e mais de 40 feridos. A proximidade do país a zonas de instabilidade regionais e o facto de atrair um elevado número de estrangeiros, em turismo, ou, no caso da cidade de Nairobi, enquanto sede do escritório africano das Nações Unidas e capital económica regional, torna o Quénia num possível alvo de grupos radicais. O grupo somali Al-Shabaab, que recentemente reclamou a autoria dum atentado terrorista no Uganda que causou cerca de 80 mortos, tem vindo a fazer ameaças de ataques em território queniano. São totalmente de evitar deslocações próximas da fronteira com a Somália, onde tem havido incursões de grupos radicais e raptos de ocidentais. A não ser que justificadas por motivos de trabalho e devidamente preparadas, são também desaconselhadas as visitas a bairros como Kibera ou Mathare, em Nairobi, e viagens ao norte do Quénia, junto da fronteira com a Etiópia e o Sudão, e às áreas do lago Turkana e em redor do Monte Elgon. As deslocações na estrada de Marsabit só devem ser feitas com escolta policial. As viagens por terra entre Melinde e Lamu, bem como em geral quaisquer viagens em áreas remotas, devem ser organizadas em caravana com outros viajantes, se possível com o apoio das autoridades locais. Apesar destes riscos, o Quénia continua a ser um destino turístico de eleição, em particular as praias da costa e os parques nacionais. Deve ter em conta que a maioria da população na costa é muçulmana, pelo que o “topless” é proibido e é aconselhável vestir-se de forma conservadora fora dos “resorts” turísticos. Os parques naturais são, em geral, seguros, desde que respeite as recomendações dos guias e não se aproxime demasiado dos animais selvagens. Procure respeitar os costumes e cultura locais e evite fotografar edifícios públicos e pessoas sem autorização prévia. A posse e consumo de drogas proibidas são sancionados com forte pena de prisão. Dever-se-á ter particular cautela na resposta a anúncios de trabalho no Quénia encontrados através da Internet, dado terem-se já verificado casos de fraude. Procure sempre informar-se e obter referências sólidas sobre as empresas ou ONG’s em questão. Notas: 1 - Avisam-se os viajantes que deverão ter os maiores cuidados em deslocar-se para o Arquipélago de Lamu. A 11 de Setembro de 2011 ,um ataque a um casal de ingleses resultou na morte do marido e o rapto da esposa. No dia 1 de Outubro foi raptada uma cidadã francesa. Ambas as ocorrências foram da responsabilidade de piratas oriundos da Somália. Aconselha-se os viajantes a evitarem áreas costeiras a menos 150 quilómetros da fronteira com a Somália. 2 – A 15 de Outubro de 2011, o Quénia invadiu o Sul da Somália para combater os militantes da Al Shaabab. Enquanto durar esta ofensiva os viajantes deverão evitar frequentar locais de grande afluência de público tais como centros comerciais, bares e discotecas. Recomenda-se que, antes de viajar, informe o Consulado Geral de Portugal em Maputo (mail@maputo.dgaccp.pt), indicando as datas de chegada e partida e os locais de alojamento. No caso de ser vítima de qualquer incidente de segurança, contacte o Consulado-Geral (+002.582.1 490.150/1/5/7; para emergências: +002.58 823.166.540 ). Os números de emergência no Quénia são o 112 e o 999.
Transportes
Aeroportos Internacionais em Nairobi, Mombaça, Melinde e El Doret. Para as deslocações aéreas locais entre Nairobi e os parques nacionais, é utilizado sobretudo o Aeroporto Wilson. Deverá verificar com a agência de viagens como será efectuada a deslocação entre o Aeroporto Internacional de Nairobi e o Aeroporto Wilson (durante a hora de ponta, a viagem poderá demorar quase 2 horas). Linha-férrea entre Nairobi e Mombaça e Nairobi e Kisumu. Os turistas utilizam raramente o comboio como meio de transporte. Os viajantes deverão ter o maior cuidado com os seus bens, já que as cabines apenas podem ser trancadas por dentro. Cuidados de saúde Rede Sanitária: Razoável. As unidades hospitalares recomendadas são o AGA KHAN HOSPITAL, na capital, e o MONBASA HOSPITAL, em Mombaça. É aconselhável fazer uma consulta ao viajante no Centro de Saúde da área de residência antes de viajar e garantir que tem todas as vacinas recomendadas. A profilaxia de prevenção contra a malária é aconselhável, excepto se a viagem se circunscrever a Nairobi, onde o risco de contrair a doença é praticamente inexistente devido à altitude. O mosquito responsável pela malária é mais activo a partir do entardecer, sendo importante a utilização de repelente e de rede mosquiteira. O viajante deve evitar a ingestão de saladas e de água não fervida ou não engarrafada. Deve também evitar tomar banho em rios ou lagos de água doce, devido a doenças, parasitas e animais selvagens. Seguros: É recomendável fazer antes da partida um seguro global que cubra qualquer eventualidade (doença, acidente, roubo, evacuação aérea, despesas hospitalares). Não é dada alta sem o pagamento das despesas hospitalares. Comunicações As redes telefónicas fixa e móvel em Nairobi e Mombaça são razoáveis, embora as ligações internacionais se estabeleçam com algumas dificuldades. No interior, a rede telefónica é deficiente. O sistema de “roaming” e o acesso à internet funcionam razoavelmente. Notas: Não existe representação diplomática portuguesa no Quénia, sendo os assuntos deste país acompanhados pela Embaixada de Portugal em Maputo, Moçambique. Endereços das representações consulares portuguesas (postos e secções consulares) no estrangeiro: Endereços das representações estrangeiras (diplomáticas e consulares) em Portugal: |